O DESPERTAR DO NOVO MUNDO
"Quando eu
era menino, falava como menino, pensava como menino, raciocinava como menino.
Mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Agora vemos
em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte;
então conhecerei como também sou conhecido." I Coríntios 13:11-12
ANALISANDO O
PASSADO do planeta Terra, seus surtos evolutivos e o aparecimento no mundo de
uma política que absorve todos os aspectos da vida comunitária global, podemos
ter uma ideia a respeito dos próximos passos da história universal.
As doutrinas
religiosas de natureza humana, as filosofias sectaristas e dogmáticas e os governos
absolutistas imitam e acabam se assemelhando de maneira inarredável aos ditadores,
que se mostram como seres doentios em qualquer época da humanidade. Durante a
escalada evolutiva do planeta Terra, os prepostos de Jesus tentaram de todas as
formas auxiliar a humanidade na elaboração da consciência cósmica. Sem impor-se
ao pensamento dominante, tanto na esfera política como na religiosa e
científica, o Mestre conduzia tudo e todos para uma compreensão mais ampla do
papel da humanidade terrestre no contexto cósmico.
Mas o homem e
por conseguinte a história escrita nas páginas do tempo não se modificam
completamente dentro dos limites estreitos de uma vida humana. É preciso amadurecimento
e despertamento íntimo, que possa se refletir em todos os aspectos da vida
planetária.
Todo partido ou
doutrina sectária e dogmática, espiritualista ou não, hipertrofia-se evolutivamente,
pois especializa-se na patologia de domesticar consciências, manipular os semelhantes,
produzindo pessoas castradas e escravas de um modo de pensar deficiente.
Escravos modernos, essas pessoas se transformam em eunucos conscienciais,
incapazes de desenvolver seus próprios raciocínios, já que se submetem ao
domínio do partido ou doutrina a que se vinculam. Eis por que o homem do
planeta Terra ainda não alçou voos mais amplos e as nações ainda se encontram
prisioneiras de seu passado, como que num círculo vicioso em busca do poder.
Mesmo nas doutrinas consideradas mais evoluídas e de contexto espiritualista
verificamos a tentativa de domínio consciencial. Toda verdade considerada
absoluta, imposta, inverificável e que produza a chamada vigilância doutrinária
acaba por se transformar em instrumento de ditaduras religiosas ou políticas.
Pode-se
verificar que, durante os períodos obscuros da Idade Média, mesmo perante os esforços
libertadores da Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade,
e, após, com a chegada dos conflitos globais, das guerras mundiais e seu prosseguimento
na política destruidora dos anos subsequentes, os patrulheiros ideológicos de
qualquer doutrina não tiveram muita diferença dos torturadores clássicos. Infelizmente
os líderes doutrinários e políticos acabam por imitar os ditadores de todas as
épocas, por medo de alguém apresentar outra face da verdade, diferente da que defendem.
O ser humano, em
sua fase adolescente de crescimento, tanto quanto seus partidos políticos e as
próprias doutrinas religiosas, com seus seguidores e administradores, apresentam
características interessantes. Trazem, inevitavelmente, como subprodutos espúrios,
os dogmas, as repressões, os preconceitos velados ou declarados, as demagogias
e as sacralizações, com a inevitável fossilização das consciências. Eis por que
ainda hoje as guerras imperam em meio à política das nações. Os países que estacionaram
em conceitos religiosos ultrapassados ou ideias políticas e sociais impraticáveis
para a época atual acabam por reagir ao progresso do mundo tendo como única
saída a fomentação das guerras e dos atos terroristas, que denunciam seu estado
de barbárie espiritual.
Quanto às
doutrinas humanas, religiosas ou filosóficas que insistem em manter o domínio,
a fascinação de seus seguidores e o monopólio do conhecimento, adotam as mesmas
características dos políticos do mundo. O mundo está entrando num estágio no qual
não existe mais lugar para a hipocrisia própria do dogmatismo.
Quando passamos
um olhar na história do mundo sob a ótica espiritual notamos que a tendência da
evolução é a eliminação das fronteiras. O homem se move em direção a um mundo
onde as distâncias não significam barreiras ou impedimentos. A proximidade física
não é mais necessária para o desenvolvimento do senso de comunidade. O espírito
em si mesmo não tem sexo, nacionalidade, cor ou religião. Nosso esforço é para demonstrar
que o ser surgiu no universo sem se subordinar a uma doutrina, fé ou crença e
todo enfoque evolutivo, seja ele de caráter íntimo, social, político ou
religioso, há de ser multirracial e multicultural.
O homem pode
agora se comunicar através do mundo utilizando sua mente, as ondas de rádio, os
satélites, os computadores e toda a tecnologia que contribui para o desenvolvimento
da fraternidade cósmica, do senso de comunidade global. Toda doutrina religiosa
ou política que queira sobreviver nesta nova etapa de evolução planetária há de
ser cosmopolita, universalista, desapaixonada, apartidária, não sectária, não
monopolizadora.
A Terra está
gestando um novo ser em meio às dores de parto próprias de um nascimento. As
guerras e os demais conflitos que se observam nos dias atuais como parte do panorama
político do mundo representam um esforço desesperado das consciências
retrógradas para se manterem no poder, evitando o nascimento de um novo mundo.
Entretanto, por trás de todos os eventos e todos os lances da história do planeta
Terra, levantando-se o véu da ilusão, pode-se observar a intensa atividade do governo
oculto do mundo, sob a paternal orientação de Jesus. Nada lhe escapa à atenção.
O mundo caminha para a condição evolutiva intergaláctica. Essa, a realidade.
ZARTHÚ, Alex. Gestação
da terra. Psicografado por Robson Pinheiro. Contagem, MG: Casa dos
Espíritos Editora, 2002.
